Bom dia gente!!!
Em primeiro lugar, desculpem a ausência... Ando com pouco tempo pra postar.
Em segundo lugar, hoje tem
NOVIDADE!!!
Vou lançar dia 2 de novembro, a partir das 20h, no estande da livraria Terceiro Mundo na Feira do Livro de Porto Alegre - RS meu livro de poemas A QUEDA DA BASTILHA, pela editora Confraria do Vento - Rio. Além do meu livro, serão lançados os livros MEMÓRIA LÍQUIDA - Majela Colares, DEUS EX MACHINA - Victor Paes, A ESTRADA QUE NÃO SABE DE NADA - Ana Flávia Baldisserotto e Maria Helena Bernardes e DERIVA DE SENTIDOS.
Estão todos convidados!!! São 40 poemas e prosas poéticas escritos por mim durante um longo período. O livro conta com orelha do poeta e contista Majela Colares e prefácio do artista plástico e escritor Roberto Schmitt-Prym.
Posto aqui a crítica literária que o poeta e contista Majela Colares fez sobre minha obra:
LEILA KRÜGER:
UM LÍRIO RUMO AO SOL POENTE
Majela Colares
Esta poetisa e romancista de descendência tcheco-alemã,
nascida no Noroeste do Rio Grande do Sul, na cidade de Ijuí, chega às livrarias brasileiras
e se faz presente, com muita dignidade, conduzindo em seu alforje o romance de
estreia intitulado “Reencontro”, 2011,
Ed. Novo Século, São Paulo, com a plena consciência de que veio para ficar.
Trabalhando uma linguagem essencialmente moderna e um
estilo de difícil confecção – a prosa
poética – Leila Krüger
esbanja segurança e criatividade
na elaboração de sua trama consistente e jovial. É sem dúvida o conteúdo de “Reencontro” uma sedutora leitura; uma envolvente
viagem.
Sua estreia foi no romance, mas poderia ter sido na poesia,
no conto ou na novela, percebendo-se aí, com essas credencias, a imaginação
criativa e imaginosa da jovem escritora dos Pampas.
Com poemas, contos e prosa-poética publicados em vários
jornais, revistas (quer impressos ou virtuais), sites, blogs e antologias,
Brasil afora, o talento da gaúcha de Ijuí começa a ser descoberto e a se
destacar no território literário brasileiro.
O Jornal de Poesia, sob o comando do polivalente e irrequieto
poeta e escritor Soares Feitosa fora o
primeiro a publicar poemas da promissora
poetisa e romancista nascida na terra de Mario Quintana e Érico Veríssimo. Expôs
em suas páginas uma seleção de poemas da recém chegada Leila Krüger.
Os poemas de L.K apresentam uma linguagem visivelmente
moderna, revelando à primeira vista um lirismo encantador e atraente. No
entanto, ao se fazer uma leitura mais apurada, percebe-se de imediato o teor
realista e reflexivo de uma poética desacomodada e questionadora, na qual os
sentimentos mais inquietantes do espírito humano são tratados com delicadeza e
sofisticada racionalidade.
Nos poemas de Leila Krüger, tudo é pura inquietude proveniente da imaginosa e burilante criatividade da poetisa
e de um coração sempre em busca das ilimitações do homem.
Explorando de inúmeras formas o verso livre, a anatomia
poética de L.K revela poemas embasados em uma linguagem notadamente
fragmentária, no entanto vazados em versos discretamente interligados e
entranhados, em suas entrelinhas, por um silêncio poético irradiante, refletido
em uma metafísica que beira os limites da
vulnerabilidade e incredulidade humanas. Vejamos o poema “Longe”, como
referência:
Mas se eu tiver que ser
sozinha, serei inteira
serei plácida, como o lago que
espera a chuva
como a chuva que busca a
manhã.
E se eu tiver que ser escura,
serei grandiloquente
se tácita,
valente
se árida, compreensiva, ao
menos
se ainda assim severa... então
liberta.
E se me perder de tudo e até
do fim...
possivelmente eu serei nova
como o verão, no céu de
janeiro
como janeiro, no céu de Paris!
Seja lá onde for
Paris...
Hoje, em qualquer lugar, longe daqui. Longe,
longe...
A seleção de textos publicada nas páginas poéticas do JP, é,
sem dúvida, o embrião de seu livro de estreia na poesia, que não demorará a vir
à público, com certeza, ainda no decorrer de 2012, embora sem data prevista.
Majela
Colares, poeta e contista.
MAJELA COLARES, poeta e contista; nasceu em Limoeiro do Norte, em julho de 1964. Lançou os seguintes livros... POESIA: Confissão de Dívida, 1993; Outono de Pedra, 1994; O Soldador de Palavras, 1997; A Linha Extrema, 1999; Confissão de Dívida e Outros Poemas, 2001; O Silêncio no Aquário / Die Stille im Aquárium, 2004, edição bilíngue português/alemão; Quadrante Lunar, 2005; As Cores do Tempo, 2007, 1ª ed – 2009, 2ª ed., e Memória Líquida, 2012. CONTOS: O Fantasma de Samoa, 2005. Reside em Recife desde 1992. Sobre sua poesia, afirma o crítico literário Fernando Py: "Majela Colares é atualmente um dos melhores nomes da poesia brasileira."