terça-feira, 11 de outubro de 2011

Longe




Mas se eu tiver que ser sozinha, serei inteira
serei plácida, como o lago que espera a chuva
como a chuva que busca a manhã.

E se eu tiver que ser escura, serei grandiloquente
se tácita, valente
se árida, compreensiva, ao menos
se ainda assim severa... então liberta.

E se me perder de tudo, e até do fim...
possivelmente eu serei nova
como o verão, no céu de janeiro
como janeiro, no céu de Paris!
Seja lá onde for Paris...          

Hoje, em qualquer lugar, longe daqui. Longe, longe...



Leila Krüger.

10 comentários:

  1. Eu não esperava menos de ti, querida! Fascinante, lindo, deliciei-me com cada frase... Desnudando a beleza da tua alma de poeta...

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  2. Brigada pelos elogios! Lindas tuas palavras.

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  3. Belíssimo Leila!
    As palavras bailaram sob a sua regência neste texto...Um texto poético, sem sombra de dúvidas!

    Ofereço-te com carinho o meu selinho...aprovo o teu cantinho que também me faz sonhar...!

    Suzy

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  4. Gostei... espero ver mais textos seus.

    Posso perguntar como chegou ao meu blog?

    Beijo poético.

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  5. Obrigada por seguires, Leila . Eu também sigo o teu blog . Gostei bastante ! Até agora ainda não tinha visto nenhum blog de poesia que fossem criadas pelo dono do blog mesmo . Parabéns pelo dom ! Porque para mim, fazer poesia é um dom mesmo . Não é qualquer pessoa que consegue, por mais que queira... é preciso seguir regras e ainda transmitir uma mensagem, papel esse que você faz na perfeição ;)

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  6. Você escreve muito bem, admiráveis seus textos... Gostei muito desse ^^

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  7. Tão bonito, Leila...



    Abraço grande!


    Taninha

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  8. Seguir poesias, poetas, trovadores, seres que falem, que cantem amores. Caminhar sem dores. Amei seu blog!!!!!

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