quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A Queda da Bastilha



Enfim perdi a batalha surda contra a própria mudez.
Enfim a inoperância de meus punhos
para esmurrar estes labirintos de ferro,
para desnudar o universo.

Enfim, voltei... enfim não sei mais!

Enfim me recolho com meus únicos próprios braços,
esperando, no entanto, que haja ainda alguma bondade
nestes pequenos fardos.

Enfim acato a tristeza como uma rosa frágil que é minha...

Enfim não espero nada,
mas acredito em tudo aquilo que não é passível de ser verdade.
Como sei agora,
posso embalar a verdade em meu colo
até que ela acorde, e me olhe.
Caso ela não fuja eu um dia a verei crescer...

Como os carvalhos antigos que arrebentavam o céu,
assim cresce a verdade em meu pequeno bosque.
Copas silenciosas, em nuvens vagarosas, em tardes apenas grenás.

Enfim, perdi...
mas chorei como quem vence. Então venci!



Leila Krüger.

13 comentários:

  1. Os antagonismos do viver lindamente escritos nos teus versos. Beijo

    ladodeforadocoracao.blogspot.com

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  2. Olá Leila,

    Aqui, eu alimentei minh'alma!

    Te beijo, querida!

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  3. Este é o meu preferido, porque me torna uma grande vencedora, visto que chorar pode significar vencer!

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  4. Leila, que notícia ótima que você me deu a respeito do romance. Já estou aguardando!
    Ultimamente tenho lido muitos autores independentes que tenho conhecido em saraus literários. Um mundo de coisas lindas abriu-se para mim.
    Bem, ainda nem sei a maneira que você lançar, mas eu fico feliz em ler alguém conhecido virtualmente. A grande maioria dos autores é tão distante do seu público...
    Beijo boa noite!

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  5. "posso embalar a verdade em meu colo
    até que ela acorde, e me olhe."


    Ah, linda menina.
    Antes o choro e a dor de joelhos ralados, que o vazio de um coração sem sonhos e paixões.
    O amor tem suas próprias guerras, é bem verdade.
    E você passeia pelas trincheiras boombardeando este sentimento, embora um pouco triste, mas, vivo, latente...onírico...chega a ser indecente, até.

    Adorei, adorei!

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  6. oi. gostei daqui!
    obrigada por me seguir, estou a te seguir!
    maravilhoso lugar.
    adoro romances e quando publicar o teu livro reencontro faço questão de ler!
    beeijo.

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  7. Enfim, em contato com a essência pura de ser.

    Gostei muito, Leila!

    Um beijo.

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  8. Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Alma de poesia. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





    Narroterapia:

    Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



    Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

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  9. Obrigada por se ter registado no meu blogue
    plullina.Já me registei no seu.
    Virei mais vezes. Bom fim de semana.Bj.
    Irene

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  10. Leila, essa sua versão é bem mais bonita do que a histórica, hem!
    Beijos.
    HD

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  11. ...que eu era cego de olhos abertos
    Essa Natureza que não conheciam
    De arrancar-me averdade, aquela que não plantei
    Longe, naquela quente caverna
    Preso e ao lado duas conformações
    Afastei-me delas como fugindo de lobos no meu rastro
    Arranquei as correntes de aço com a mesma luz que me queimava as retinas
    Na sombra daquele carvalho parei meditando a cada folha sua
    Não fui eu que as arranquei
    Mas posso contá-las com a visão que um dia me destes.
    ...

    De um Direito que Fere a Verdade Pela Culpa ou Leila kruger Épica

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  12. Me senti na imagem enquanto lia essa poesia, gostei muito parabéns...\o/..obrigado pela visita ao meu blog, estarei lendo o primeiro capítulo de seu lançamento e comentando.
    Volte sempre que desejar, pois és bem vinda...desejo-lhe sucesso e se uma hora quiser fazer parceria estou por aqui....beijokas elis

    http://amagiareal.blogspot.com/

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