terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ave Migratória



Eu preciso deixar-te ir
como as aves migratórias que se vão fortes sobre o mar.

Eu preciso deixar-te ir
como a nuvem no fim da chuva e a chuva na relva longe.

Eu preciso deixar-te ir como os olhos que se fecham
e se flecham para não dizer.

Eu preciso deixar-te ir como a única salvação do mundo.

Eu preciso deixar-te ir
pescoço boca e mãos
pés e luz
para um lugar onde te guardarei a sós.

Eu preciso deixar-te ir
eu preciso deixar-te vir
como eu deixo ir a mim.


Leila Krüger. 2012.


Este poema é em homenagem a tudo que temos que deixar ir, e que muitas vezes faz parte de nós, para que possamos continuar... Mesmo que sem saber direito pra onde, ou como, voar!



Desculpem por eu não estar visitando blogs e seguindo, ando sem tempo. Mas vou visitar todos os que me deixarem recado e seguir! 

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Boa semana!!!

14 comentários:

  1. Leila que versos lindos, de extrema sensibilidade. Deixar ir... muitas vezes, sem ser este o nosso desejo é preciso deixar e ainda assim a possibilidade de guardar em um lugar a sós.
    Adorei! Beijo

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  2. Sou uma admiradora da sua escrita e você sabe bem disso.
    Você consegue despertar a emoção do leitor em seu texto.
    Continue assim nos presenteando com seu talento.

    Beijos
    Leitora Incomum

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  3. Oi, Leila.
    Boa reflexão.
    Não há coisa melhor, às vezes, a única forma de nos descobrirmos e refazer caminhos é deixando ir os conceitos velhos para que novos tomem seu lugar.
    bjokk,
    Cármen(Ideias de Canário)

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  4. Nossa...muito Lindo!
    Obrigado pela visita e textos maravilhosos...
    Boa noite!

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  5. Seu livro deve ser maravilhoso, estou curiosa pra ler! :)

    E essa frase que recebe a gente? "Um livro é um coração que bate nas mãos de quem lê". Linda, linda...

    Muito sucesso pra você!

    Beijo!

    Ju
    entrepalcoselivros.blogspot.com

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Boa noite!

    Vim aqui hoje para dizer que meu blog mudou. Tive que fazer um outro Blog, porque a minha antiga conta deu problemas com HTML (Sensitivity).
    Então venho te convidar a seguir meu novo cantinho, o http://blog-alineteles.blogspot.com/

    Estarei colocando posts do outro e mais novos também.
    Bom, é isso. Vou ficar super contente em te ver meu novo cantinho, então, não deixa de passar lá, ok?

    Beijinhos e um ótimo final de semana.

    Aline Teles

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  8. Lindo poema... aliás, como tudo que vc escreve!
    Esse poema é para exercitarmos o desapego, deixar a vida fluir em nós, para nós e através de nós...
    Quando deixamos fluir, abrimos as portas de nossas vidas para que o novo chegue e traga consigo seus "presentes"... assim como, algum dia teremos que deixá-lo ir tbém.
    A única coisa certa na vida é justamente a mudança!
    Beijos, querida!

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  9. "Deixar ir" é dar a liberdade a tudo que está em nossa volta. Nessa liberdade que vamos construindo uma vida sem o apego exagerado. Quando a vida anda livremente, a nossa alma também acompanha o ritmo. Sem nenhum peso. Muita vezes precisamos deixar ir para chegar algo melhor. Lindo poema. Beijos.

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  10. Ola Leila! Li alguns de seus poemas no Jornal de Poesia de Soares Feitosa. Gostei e vim conhecer seu blog. Lindos seus poemas. Esse especialmente me chamou a atenção porque meu ultimo texto fala sobre "deixar ir..." Abraços.

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  11. Boa noite Leila,

    Bonitos versos os seus, parabéns!

    Obrigado por seguir o blog, já estou seguindo e adicionei o seu livro na minha estante, espero um dia le-lo...abçs

    http://devoradordeletras.blogspot.com/

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  12. Oi!
    Obrigada pela visita.

    Linda poesia, irei postar em minha coluna de poesias do "Jornal da Cidade Online".ok?

    Aguardo contato.

    Feliz Vida!

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  13. Belo poema Leila! E seu blog cada vez amsi lindo tb!

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