Deus!
Quantas ruas escuras e becos eu tive que vagar
em busca
de um amor que não podia ter...
em busca
de um afago que não estaria nunca em
um orgasmo
em um beijo dócil por acaso.
Quantos olhares roubados...
Quantas mãos despedaçadas em adeuses inevitáveis quantos rostos amáveis que foram
Quantos olhares roubados...
Quantas mãos despedaçadas em adeuses inevitáveis quantos rostos amáveis que foram
fumaça na
madrugada.
Quanta lágrima com pedaços crus de
alma...
Quantos drinques amargos, quantos cansaços
Quantos drinques amargos, quantos cansaços
quantas
promessas
que já surgiram quebradas
por trás de sorrisos
encantadores.
Quantas dores...
quantas dores de parto em dias de
paredes
que
gritavam no quarto.
Gritavam teu nome...! Que eu não conhecia...
Quantos desvarios
Gritavam teu nome...! Que eu não conhecia...
Quantos desvarios
quantos rios eu atravessei, sem
saber nadar
para de repente tocar a luz da tua
essência
que me recriou.
E eu nada sei além de ti...
E eu nada sei além de ti...
Leila Krüger. 2012.


Belíssimo!
ResponderExcluirNossa, encantador Leila! Mesmo sendo um tanto triste, o poema me fez lembrar de mim mesma, a espera de certo alguém, gritando por seu nome, só esperando, ao lado de decepções antigas.
ResponderExcluirBjs
www.daimaginacaoescrita.com
Quem nunca sofreu as iras das paredes gritantes? nem derramou pedaços de si em lagrimas cruas? Quem nunca despiu-se das forças ingnorantes e experimentou ser humano ao extremo?
ResponderExcluirQuem não sabe, e nunca caiu no meio do nada á beira de si mesmo,não entenderá o texto de Leila Krüger.
Fenomenal!
Não importa se o poema é triste, ou ofuscante, importa é que venha do coração do poeta. Lindo o teu desabafo em poema! Um carinhoso abraço se isso ajudar...
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