sexta-feira, 22 de junho de 2012

Becos


Deus!


Quantas ruas escuras e becos eu tive que vagar


                                                 em busca

de um amor que não podia ter...

                                                 em busca

de um afago que não estaria nunca em um orgasmo

               em um beijo dócil por acaso.

Quantos olhares roubados...

Quantas mãos despedaçadas em adeuses inevitáveis quantos rostos amáveis que foram

                                fumaça na madrugada.

Quanta lágrima com pedaços crus de alma...

Quantos drinques amargos, quantos cansaços

                                quantas promessas

que já surgiram quebradas

                   por trás de sorrisos encantadores.



Quantas dores...

quantas dores de parto em dias de paredes

                                        que gritavam no quarto.

Gritavam teu nome...! Que eu não conhecia...

Quantos desvarios

quantos rios eu atravessei, sem saber nadar

para de repente tocar a luz da tua essência

                                                   que me recriou.

E eu nada sei além de ti...



Leila Krüger. 2012.



 

4 comentários:

  1. Nossa, encantador Leila! Mesmo sendo um tanto triste, o poema me fez lembrar de mim mesma, a espera de certo alguém, gritando por seu nome, só esperando, ao lado de decepções antigas.

    Bjs

    www.daimaginacaoescrita.com

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  2. Quem nunca sofreu as iras das paredes gritantes? nem derramou pedaços de si em lagrimas cruas? Quem nunca despiu-se das forças ingnorantes e experimentou ser humano ao extremo?
    Quem não sabe, e nunca caiu no meio do nada á beira de si mesmo,não entenderá o texto de Leila Krüger.
    Fenomenal!

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  3. Não importa se o poema é triste, ou ofuscante, importa é que venha do coração do poeta. Lindo o teu desabafo em poema! Um carinhoso abraço se isso ajudar...

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