quinta-feira, 31 de maio de 2012

O Tempo


O tempo passa e você descobre que algumas coisas valem a pena e outras não. E que existem coisas que você não poderá consertar, como se tivesse 18 anos eternamente. Você precisa deixar seu passado e isso inclui quem você foi. O mundo não parará para você voltar, mas você tem um novo mundo a inventar. E adornar o céu com cores de Dalí...





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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Companhia


              Eu queria ser – e já fui – uma daquelas pessoas que amam a solidão. Que leem seus livros, que ouvem suas músicas, que deitam em suas camas macias como braços e se espraiam em suas vidas com leveza. Que assistem à TV com tranquilidade, embora possa não haver nada de muito interessante. Que comem alguma coisa, um chocolate aos poucos, um doce da padaria, que assistem a um DVD que até podem já ter visto, e é divertido como na primeira vez, que enviam mensagens SMS no celular, sem ter a necessidade de ligar, que fazem planos sem a aflição de executá-los imediatamente, e ainda que intentem fazê-lo, sem preocupação. Que saboreiam, enfim, sua solidão. Como um brigadeiro ou uma bergamota do céu, derretendo-se na boca mansa preenchida. Eu queria a proteção que sei que existe nas paredes, no travesseiro, nos quadros, nos armários, nos criados-mudos, nos colchões e nas colchas coloridas que deslizam – em algum lugar. Não aqui... Eu queria amar minha solidão, tão presente ela é. E eu não queria amar as pessoas que não estão... Eu queria que bastasse, não sei o quê. Eu queria o que não sei dizer. Eu queria era me ter antes de você...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pontes



As pontes se rompem apenas com um sopro, e a vida continua. As árvores secam, os rios mudam seu curso sem querer, e a vida continua. As flores silenciam, abraços terminam, rostos caminham lentamente para lugares ond...e não se tocarão. As borboletas se cansam, a chuva cinza dança e a vida continua. Os cataventos, eles sabem os segredos... Esses medos crianças crescem, e a vida deve continuar. E ficamos velhos antes do tempo porque a vida aconteceu cedo e continuou. E os outonos respiram marrons, e a vida continua. E nossas mãos se procuram vazias na saudade de existir. Sem saber para onde a vida continua, sempre e nunca, e tardes bonitas vão amar... No meu olhar, no meu olhar.


Leila Krüger. 2012.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pássaro Ferido





É tão triste deixar o que faz parte de nós.

É tão triste viver de pedaços que faltam, de momentos que faltam, de sonhos que não voltam e de fins de tarde que não entendem.

É tão triste viver de palavras que ecoam em nuvens, de olhos que habitam portas e de bocas que se perderam para sempre. E viver ausente...

É tão triste encerrar a alegria nas copas das árvores antigas, que um dia abraçaram...

É tão triste deixar, deixar, deixar o que não se vai.

É tão triste a gelidez de ir embora, e se despedir do amor como um estranho que apenas passava. E que não nos amava.

Eu sentirei falta e frio como quem busca o fogo na noite vadia. Haverá noites de gelar...

Eu serei outra. Eu serei triste, às vezes. E recolherei minhas lágrimas, ainda que não caiam, em mãos de anjos que tentarei afagar.

Eu sei, irei chorar um pouco mais...

E serei como pássaro ferido que insiste em voar.

E voarei sempre ao mesmo lugar...

Paz. E infinita saudade.


Leila Krüger. 2012.