sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Perdão



Por não saber ser outra,
que sabe amar
e dizer as coisas que devem existir
nas puras cores dos nossos jardins.

Aquela outra,
aquela outra!
A que doma o grito
e não mente e finge
apenas para si mesma
que é outra...

Aquela outra – que recolhe as flores
e não as deixa morrer
Aquela outra – que sabe viver...

Aquela outra que por um instante fui eu.
E que a qualquer instante pode ser
para sempre, nós...

Leila Krüger.





Não se esqueçam, dia 2 de novembro na Feira do Livro de Porto Alegre-RS, a partir das 20h no estande da Livraria Terceiro Mundo, eu, Majela Colares, Victor Paes e Flávia Baldisserotto e Maria Helena Bernardes lançaremos livros, e eu lançarei "A Queda da Bastilha".



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Lançamento do meu livro A QUEDA DA BASTILHA e crítica de minha obra por Majela Colares



Bom dia gente!!!

 Em primeiro lugar, desculpem a ausência... Ando com pouco tempo pra postar.

 Em segundo lugar, hoje tem 

                                                     NOVIDADE!!!

 Vou lançar dia 2 de novembro, a partir das 20h, no estande da livraria Terceiro Mundo na Feira do Livro de Porto Alegre - RS meu livro de poemas A QUEDA DA BASTILHA, pela editora Confraria do Vento - Rio. Além do meu livro, serão lançados os livros MEMÓRIA LÍQUIDA - Majela Colares, DEUS EX MACHINA - Victor Paes, A ESTRADA QUE NÃO SABE DE NADA - Ana Flávia Baldisserotto e Maria Helena Bernardes e DERIVA DE SENTIDOS. 

Estão todos convidados!!! São 40 poemas e prosas poéticas escritos por mim durante um longo período. O livro conta com orelha do poeta e contista Majela Colares e prefácio do artista plástico e escritor Roberto Schmitt-Prym. 

Conheçam mais da minha obra poética no Jornal de Poesia e na minha página no Facebook.


 Posto aqui a crítica literária que o poeta e contista Majela Colares fez sobre minha obra:


 LEILA KRÜGER:
 UM LÍRIO RUMO AO SOL POENTE
Majela Colares



Esta poetisa e romancista de descendência tcheco-alemã, nascida no Noroeste do Rio Grande do Sul, na  cidade de Ijuí, chega às livrarias brasileiras e se faz presente, com muita dignidade, conduzindo em seu alforje o romance de estreia intitulado “Reencontro”,  2011, Ed. Novo Século, São Paulo, com a plena consciência  de que veio para ficar.

Trabalhando uma linguagem essencialmente moderna e um estilo de difícil confecção  – a prosa poética  –   Leila Krüger  esbanja  segurança e criatividade na elaboração de sua trama consistente e jovial. É sem dúvida o conteúdo de “Reencontro” uma sedutora leitura; uma  envolvente viagem.

Sua estreia foi no romance, mas poderia ter sido na poesia, no conto ou na novela, percebendo-se aí, com essas credencias, a imaginação criativa e imaginosa da jovem escritora dos Pampas.

Com poemas, contos e prosa-poética publicados em vários jornais, revistas (quer impressos ou virtuais), sites, blogs e antologias, Brasil afora, o talento da gaúcha de Ijuí começa a ser descoberto e a se destacar no território literário brasileiro.

O Jornal de Poesia, sob o comando do polivalente e irrequieto  poeta e escritor Soares Feitosa fora o primeiro a publicar poemas da  promissora poetisa e romancista nascida na terra de Mario Quintana e Érico Veríssimo. Expôs em suas páginas uma seleção de poemas da recém chegada Leila Krüger.

Os poemas de L.K apresentam uma linguagem visivelmente moderna, revelando à primeira vista um lirismo encantador e atraente. No entanto, ao se fazer uma leitura mais apurada, percebe-se de imediato o teor realista e reflexivo de uma poética desacomodada e questionadora, na qual os sentimentos mais inquietantes do espírito humano são tratados com delicadeza e sofisticada racionalidade.

Nos poemas de Leila Krüger, tudo é pura  inquietude proveniente da  imaginosa e burilante criatividade da poetisa e de um coração sempre em busca das ilimitações do homem.

Explorando de inúmeras formas o verso livre, a anatomia poética de L.K revela poemas embasados em uma linguagem notadamente fragmentária, no entanto vazados em versos discretamente interligados e entranhados, em suas entrelinhas, por um silêncio poético irradiante, refletido em uma metafísica que beira os limites da  vulnerabilidade e incredulidade humanas. Vejamos o poema “Longe”, como referência:

Mas se eu tiver que ser sozinha, serei inteira
serei plácida, como o lago que espera a chuva
como a chuva que busca a manhã.

E se eu tiver que ser escura, serei grandiloquente
                              se tácita, valente
se árida, compreensiva, ao menos
se ainda assim severa... então liberta.

E se me perder de tudo e até do fim...
possivelmente eu serei nova
como o verão, no céu de janeiro
como janeiro, no céu de Paris!
                            Seja lá onde for Paris...       

Hoje, em qualquer lugar, longe daqui. Longe, longe...

A seleção de textos publicada nas páginas poéticas do JP, é, sem dúvida, o embrião de seu livro de estreia na poesia, que não demorará a vir à público, com certeza, ainda no decorrer de 2012, embora sem data prevista.

                                      Majela Colares, poeta e contista.



MAJELA COLARES, poeta e contista; nasceu em Limoeiro do Norte, em julho de 1964. Lançou os seguintes livros... POESIA: Confissão de Dívida, 1993; Outono de Pedra, 1994; O Soldador de Palavras, 1997; A Linha Extrema, 1999; Confissão de Dívida e Outros Poemas, 2001; O Silêncio no Aquário / Die Stille im Aquárium, 2004, edição bilíngue português/alemão; Quadrante Lunar, 2005; As Cores do Tempo, 2007, 1ª ed – 2009, 2ª ed., e Memória Líquida, 2012. CONTOS: O Fantasma de Samoa, 2005. Reside em Recife desde 1992. Sobre sua poesia, afirma o crítico literário Fernando Py: "Majela Colares é atualmente um dos melhores nomes da poesia brasileira."