segunda-feira, 19 de maio de 2014

Marés

Desculpem minha ausência do blog, ando muito ocupada com uma coisa chamada vida, e nem sempre a vida tem todas as horas de que necessitamos!

Aqui vai um poema do meu livro A QUEDA DA BASTILHA: MARÉS, um poema para quem está renascendo, mesmo que não saiba bem como e onde vá parar.

Você o encontra na Livraria Cultura e na livraria Saraiva.




Tantas prisões essas que eu fiz, nas noites brancas
de vinho forte de vozes outras...
e a beleza estivera sempre ali, em uma criança
que eu colocara a dormir e a quem renegara um mundo.

E o mundo todo eram marés, limpas marés indo e vindo
sob as infames solas de meus pés...
não bebi da água, não sorvi das nuvens
e não soube que eu era vento
acarinhando longe os cabelos de quem chamo vida.

Tantas prisões essas que eu fiz, de braços ocos 
                                                     sem recomeços
de folhas secas de outono gelo
de egoísmo puro em forma de mudo medo.

Tantas prisões essas que eu fiz de ausências e mistérios
           e inocências tão pueris... eu que sou aprendiz
eu que sou aprendiz de alma e já quase existo...
                                                               Em mim.




Um comentário:

  1. O importante é não desistir, mesmo sem saber para onde caminhas... ficar parado, jamais!
    Beijo

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